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Como tecnologia pode ajudar o RH a recrutar profissionais com habilidades do século 21

Recrutar nunca foi fácil — e exige inúmeros processos, telefonemas e burocracia. Havia, porém, uma fórmula para o recrutamento em massa: check list de habilidades técnicas desejadas, triagem manual de currículos e a entrevista com as melhores combinações. Diploma e MBA eram filtros incontestes. Havia também clareza sobre qual departamento o profissional se encaixaria—quem seria o gestor dele e quais pessoas ele iria chefiar. As novas tecnologias (com todos os avanços, novas demandas e robôs) quebraram essa lógica. “Antigamente, se você errasse dava para corrigir com mais tranquilidade. Agora, ao errar a contratação, o impacto é crítico porque seu concorrente avançou mais rápido”, diz Robert Wong, headhunter da Havik.

Para o mundo do trabalho em squads, da metodologia ágil, que já convive com robôs que fazem até parkour, as habilidades comportamentais tornaram-se um imperativo. É preciso aliar criatividade, liderança, resolução de problemas complexos às novas competências técnicas. Mas como medir essa combinação no “novo profissional multidisciplinar” e atrair talentos com diversidade são desafios para os RHs?

“O número de novas profissões aumentou significativamente e as ‘fórmulas’ ficaram defasadas. Para complicar, 25% dos formandos nas principais universidades brasileiras nem se candidatam a estagiar ou a programas de trainee em grandes corporações”, diz Marcelo Braga, CEO da Reachr, empresa que usa inteligência artificial para auxiliar o RH de empresas.

A Reachr atua dentro do campo das HRTechs, startups que prometem usar tecnologia para refinar o processo de triagem dos candidatos e deixar o “lado humano” do RH com mais tempo para avaliação da combinação das competências exigidas naquela vaga. Essas empresas, que trabalham para as grandes corporações, veem o RH com uma função mais ativa, que usa menos um banco de talentos e sai mais em busca do “candidato ideal”. “A tecnologia pode auxiliar em duas frentes. A primeira é na coleta de perfis: dá para ter informações de perfil de milhares e até milhões de pessoas de maneira rápida e barata”, diz Thaylan Toth, head de RH da Stone. “No lado do processamento, pode ajudar a identificar todas essas combinações de características e nuances que um ser humano tem dificuldades de processar.”

Matéria por: Época Negócios

Sobre o autor

Marcelo Braga

Marcelo Braga

Fundador e Diretor Executivo da REACHR. Headhunter desde 2000 (Sócio Fundador da SEARCH, Ex-Sócio Sênior da FESA e Ex-Consultor Michael Page). Anteriormente na indústria automotiva (General Motors e Plascar). Engenheiro Químico – Unicamp e Pós-graduado em Administração de Empresa pela FGV.

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