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Como dispensar candidatos e dar feedbacks negativos de entrevistas?

feedback negativo

Dar feedback negativo em entrevistas é um grande desafio para gestores de RH. Mas se você souber o momento certo e o tom apropriado para dar a resposta desfavorável, essa tarefa pode acontecer de forma natural e ainda estabelecer um clima positivo com o candidato que não conseguiu a vaga.

Nesse artigo, falaremos sobre a importância de criar empatia e alguns cuidados que você deve ter para dispensar candidatos de maneira assertiva.

Acompanhe a leitura e não tenha mais receios na hora de descartar os pretendentes que não possuem o perfil adequado para as vagas de sua empresa!

Tenha empatia com o candidato

Empatia é a capacidade de saber se colocar no lugar do outro e fazer o possível para entender os seus sentimentos.

Tenha em mente que cada candidato precisou fazer pesquisas para encontrar o processo de recrutamento, demonstrou interesse pela vaga, se preparou para a entrevista, deslocou-se até a sua empresa e criou expectativas pela contratação. Reconheça todo esse esforço, dando ênfase ao tempo e às emoções envolvidas nesse processo.

Agradecendo de maneira sincera e cordial, o candidato se sentirá respeitado  — mesmo com a resposta negativa para a contratação.

Acerte o timing para dar feedback negativo em entrevistas

Assim que você tomar uma decisão, entre em contato rapidamente com os candidatos reprovados para evitar que sofram por ansiedade ou tenham sentimentos de menosprezo. Dar resposta prontamente para uma pessoa que acenou interesse por sua empresa é uma maneira de demonstrar apreciação e empatia.

A dica é fazer o primeiro contato por e-mail marcando uma posterior conversa por telefone para dar mais detalhes. Dessa maneira, você deixa o candidato preparado para receber uma possível má notícia antes de você fazer a ligação.

Desenvolva a sua inteligência emocional

Além de criar empatia com os sentimentos do candidato, você também precisa aprender a lidar com as suas emoções: não deixe que a sensação de insegurança ou mal-estar por ser o porta-voz da má notícia interfiram na sua maneira de comunicar com candidato. Seja racional e concentre-se em realizar a sua missão de maneira assertiva.

Para desenvolver relacionamentos saudáveis e construtivos, é fundamental ter empatia e conhecimento emocional.

Motive o candidato positivamente

Inicie a conversa fazendo uma avaliação geral e positiva. Fale sobre os pontos fortes do candidato e reforce todas as qualidades que percebeu, incentivando-o a explorar ainda mais as suas habilidades.

Se você tiver alguma crítica, faça-a de forma construtiva e que aponte um caminho para a melhoria. Não mostre os problemas do candidato, mas sim as soluções para o seu desenvolvimento.

Evite templates e respostas genéricas

Templates prontos para e-mail ou respostas genéricas na linha do “você foi reprovado porque não preenche o perfil da empresa” passam uma sensação muito grande de superficialidade para o candidato, além de desgastar qualquer tipo de relacionamento que poderia existir entre ele e a empresa.

Tenha em mente que manter esses contatos em seu banco de dados pode ser muito importante no futuro, quando novas vagas ou oportunidades surgirem.

Colha feedback do candidato sobre o processo no geral

Um processo de recrutamento é como uma via de mão dupla: os dois lados criam expectativas e fazem avaliações.

Solicite o feedback do candidato para saber como você se saiu durante a entrevista. Além de ganhar aprendizado com isso, você ainda demonstrará ao candidato que a opinião dele é importante e será levada em consideração.

Gostou desse artigo que tentou simplificar o processo de dar feedbacks negativos de entrevistas? Então leia nosso post que explica porque o seu setor de RH precisa saber o que é employer branding e entenda a importância de conhecer a reputação da empresa!

Sobre o autor

Marcelo Braga

Marcelo Braga

Fundador e Diretor Executivo da REACHR. Headhunter desde 2000 (Sócio Fundador da SEARCH, Ex-Sócio Sênior da FESA e Ex-Consultor Michael Page). Anteriormente na indústria automotiva (General Motors e Plascar). Engenheiro Químico – Unicamp e Pós-graduado em Administração de Empresa pela FGV.

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